nossa cor única

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Como é sofrida a diferença! Na infância precisamos “igualar” nossos filhos, constantemente os comparamos, da muita insegurança ter um filho “diferente”. Já na fase adulta, queremos destacar a sua autenticidade, pois se “for igual” quem irá contratá-lo, como se destacará em suas relações… Como será notado?

Todas as crianças são diferentes desde que nascem! Isso é o primeiro mandamento da vida. Por isso que o coletivo é tão colorido na sua diversidade. Colorido de cores, de línguas, de gestos, de escolhas, de lugares, de culturas, de padrões, de hábitos, de fisiologias, de patologias, de crenças, enfim, de Amor. A cada escolha em ser Pai, estamos escolhendo criar mais uma nova cor dentro da aquarela da vida. Estamos contribuindo, decisivamente, em multiplicar as diferenças! E é através delas e por elas experimentamos o dito popular: “Como um filho pode nos mudar tanto!”. Este outro Ser, realmente, nos convida a mudar.

A evolução só ocorre através da diferença, dentro do uníssono não há renovação. Então, essa pluralidade chega e queremos pintá-las só de azul e rosa na infância! Onde está o roxo, o vermelho sangue, o cinza, o amarelo ouro, o estampado florido, o verde desbotado? Tendemos a igualá-los. Com isso, empobrecemos a espécie. Sufocamos a sua essência, minguamos a sua exuberância. Eles precisam de liberdade e, principalmente, de aceitação. Eles vão revelando a sua forma de estar na vida, quem serão hoje. Não temos o direito de definir os papéis a serem interpretados por eles, não é novidade que as “carreiras” de príncipes e princesas são, dentre todas, as mais sonhadas por nós! A Gata Borralheira e o Saci Pererê apenas ficam interessantes dentro dos contos infantis. E que não saiam de lá!

O cenário da insegurança faz estremecer os pilares do amar em liberdade. Muitas transferências, expectativas, desejos depositamos neles. Muitos de nós, despertamos pelo caminho, porém, outros tantos seguem com os sentidos vendados durante a criação. E a cobrança é excessiva. Machuca. Machuca-me muito quando me desperto, dói, pois eles merecem pintar a sua caminhada com a sua cor predominante.

Quando chegamos à fase adulta, tudo tende a se inverter. Ao entender que as carreiras de príncipes e princesas resultaram em frustrações, pois a cobrança no sentido da perfeição sufocou mais que ensinou, opta-se, ou “exige-se” que eles se encaixem na carreira da Resiliência. Todos querem superar juntos, reparar o que foi feito de outra forma.

No entanto, a autonomia, a autenticidade, a segurança e a criatividade, por onde andaram? Ficaram bloqueadas, em estado latente, durante o desenvolvimento de pais e filhos. Cabe a nós, pais, identificarmos a nossa Própria cor , experimentá-la, deixar quem estar ao lado se divertir com ela, deixar que os filhos a conheçam, abençoa-la, para que possamos acolhe-la em nossa verdade intima. Assim, conseguiremos enxergar, consequentemente, Acolher a Cor, Única, do nosso filho.

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