Comecei o ano respirando diferente.

By on 10 abril, 2017

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Sentia falta desse papel em branco, de escutar a minha emoçao materna e de utilizar da escrita para seguir sanando o meu corpo e o meu espírito.

Depois que comecei a trabalhar com a fotografía emocional para mulheres sinto que a minha criatividade esteve por um tempo muito voltada para decifrar, interpretar e concluir o que esta arte pedia de mim.

Acho que agora encontrei um equilibrio entre a escrita e a fotografía já que as duas sao a minha forma de experimentar a vida, de traçar um ponto de partida e de enxergar com mais clareza quem é a Raquel mais parecida com a sua verdadeira essência.

2017. Comecei o ano respirando diferente. Sim, agora eu “paro para respirar”. Paro para sentir como inspiro e exalo o “ar” que me permite estar aqui. Como ele vai desatando e sanando tudo o que nao faz parte de mim. Nas demais horas do dia sigo respirando sem saber que estou.

À noite é quando esse momento mágico acontece. Tenho ele marcado na minha agenda do dia: Às 21:00, RESPIRAR. Há dois meses que exercito essa técnica (Happiness Program, Arte de Viver) todos os días.

Comecei a me perceber infinitamente mais “leve”. A minha raiva, as minhas queixas, a minha impaciência, as minhas vaidades começaram a se mostrar de outra forma, deixei de “morder” a mim mesma e ao meu redor.  Houve días nos quais eu flutuei e outros nos quais aterrizei. Atualmente posso afirmar que experimento uma consciência expandida dentro das minhas emoções, memórias e programas mentais que me permitem enxergar com mais nitidez a minha materia bruta da minha obra de arte. A Raquel resultante do aprendido e a Raquel filha do divino.

Passei a reagir menos, a querer controlar menos, a ter menos medo. Venho conseguindo o que para mim ontem era um grande desafio: Desatar as amarras, a raiva, a rigidez, enfim  as “muletas emocionais”.

Meu processo de autoconhecimento nao começou agora, mas sim há 11 anos atrás. E  sem dúvida todas as terapias e práticas que vivenciei foi trabalhando algo muito importante dentro de mim. Sinto que tudo foi e vem sendo essencial para que eu pudesse chegar ao autoconhecimento também através da RESPIRAÇÃO.

Nada trabalha isolado, mas sim integrado.

É um prazer tão grande conseguir ficar no mínimo 30 minutos sentada “apenas” respirando. Sao trinta minutos de autocura, de sanação, de profunda limpeza.

Quando eu poderia imaginar que um dia conseguiría isso! Quando me propunha a algo similar, ao final do segundo minuto a impaciência e a falta de convicção me tiravam da posição de ausencia de movimento.

Sentia-me incapaz de conseguir, sabia que aquilo que quería muito nao era para mim!

E aqui estou eu para afirmar que SIM também é para mim!

A partir de toda essa nova vivência a relação com a minha filha tem se transformado bastante. Venho conseguindo observar mais a raiva quando ela ameaça chegar, e percebo com mais nitidez as memórias que doem dentro de mim e que me fazem reagir de forma inadequada.

Mais uma vez volto para dentro de mim.

Mais uma vez assumo a responsabilidade sobre a minha unidade.

E mais uma vez entendo que tudo sao apenas “programas mentais” construídos, vividos e repetidos.

Ao identificar quais sao esses comportamentos que apenas estão dentro de mim e que podem ser ressignificados e desprogramados me abre uma infinita janela que me convida, cada vez, a ser mais livre dentro de mim mesma.

Passei a agradecer cada dia a minha filha por fazer parte da minha vida. Antes sentia a sua enorme importância na minha história, porém agora se tornou essencial para mim dizer isso a ela olhando dentro dos seus olhinhos cada noite.

Ainda sinto raiva, claro! A raiva é legitima, porém a cada dia necessito “morder” menos.

Percebo as minhas memórias sempre presentes, Mas nao quero ser vítima delas. Se colocar de vítima é sem dúvida apenas uma opção. O papel de vítima foi muito útil para mim até pouco tempo atrás, eu precisava dele, pois ainda me faltava mais consciência e tudo bem.

Sempre tive muitos conflitos com a minha mãe e  me via incondicionalmente como vítima da mãe que tinha. Ela tinha muitas “culpas” e eu me apoiava nessa “muleta”.

Hoje, sagradamente hoje, posso afirmar dentro de mim que a mãe que tenho era a mãe que precisava ter e eu a filha que ela também precisava ter. Isso nao quer dizer que passamos a nos falar todos os días ou que sejamos as melhores companhia uma para outra! Nao! Falo de algo mais divino que vai além das “obrigaçoes”. Falo de algo respeitoso, possível, sanador e transformador, falo da ATITUDE de assumir a responsabilidade pela própria vida. Somos infinitamente responsáveis por ser quem somos. Nao sou quem sou por ser filha dela, apenas precisei de tê-la como mãe para aprender o que ainda faltava saber sobre mim.

Na relaçao com a minha filha, muitas vezes, vejo nela atitudes minhas que nao gostaria de ver, pois esses “ajustes” requerem um processo de limpeza que leva o seu tempo. Porém, hoje, brigo menos comigo por isso pois tenho a certeza de que a ela também foi dado a saudável possibilidade de escolher ser RESPONSÁVEL pela sua própria vida, apenas precisamos também ensinar isso a um filho.  Precisamos libertar eles de nós mesmas. Somos ainda muito “pequenas” diante da parte divina de um ser humano, de um fiho. Ele sempre vai poder ser muito mais que uma  vítima da própria familia, da própria vida, da atitude que acha nao ter, das culpas alheias se lhe ensinamos a sentir e a experimentar que todas as experiências da vida nos resultam em ESCOLHAS e somos nós quem  ESCOLHEMOS  entre a escassez e a abundância. Entre abrir ou fechar uma porta. Entre gostar de quem somos ou buscar esse amor fora de nós.

Ao mesmo tempo que muitas vezes nos responsabilizamos de repetir memórias na educação de um filho podemos também sermos TOTALMENTE RESPONSÁVEIS por libertá-lo dessa memória coletiva dando-lhe individualidade, lucidez, autonomia  e opçao.

2017. Para mim o ano de mais um profundo despertar.

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Comments

  1. Zé Antônio de Abreu Siffert
    11 abril, 2017

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    Amiga , incrível como vc não para de aprender,incrível como moléculas de ar te levam longe , limpam seus órgãos, arejam seus sonhos e possibilitam reenchegar sua própria história, que bonito ver que vc é mesmo inquieta , em eterna transformação como a própria vida , parabéns mais uma vez 🙏Tamo junto na ins-piração e na ex-piração , tamo junto nesta piração que é viver !!!!

  2. Malu Machado
    18 abril, 2017

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    Muito lindo ver esse seu equilíbrio. A inspiração vem dos momentos de paz e tranquilidade. E se não o temos como gostaríamos, é bom criá-los. Receio que ando precisando exercitar minha paz interior. Beijos no seu coração amiga.

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