autoanálise

namaste

Estava no parque com minha filha, depois que saimos da escola, brincando na areia quando me dei conta estar rodeada de babás com as “suas” crianças. Então, o papo começou, “Cómo te llamas?” y ” la niña?” e blá, blá, blá… No decorrer da conversa, uma delas me contava que ficava no total de 9 horas no emprego e inclusive pegava as crianças na escola e as trazia para o parque depois. Minha cabeça foi rápida demais no julgamento: Cadê a mãe? Então, a conversa paralela começou, sem trégua. De um lado o español fazendo mais e mais perguntas e de outro o português “condenando” esta mãee!

Do pai não quis saber, sei lá, trabalhando, viajando, descansando … logo me convenci. Mas, quanto à mãe, nada me convencia.

Naquele momento as crianças só eram filhas de uma mãee ausente.

Naquele momento eu quis me valorizar colocando o pouco valor no colo de outra.

M A S, me percebi!

E fui me calando tanto para fora quando para dentro.

Fui acolhendo a minha mesquinhez, a minha arrogância, a minha própria reprodução de crenças sociais.

Por que estou julgando uma família que nunca vi na vida? E logo eu que me considero tao ativista pela maternidade consciente, estava apontando o dedo para uma mãe que deve estar fazendo o melhor para os seus filhos, à sua maneira.

Não tenho esse direito. Não sou melhor que aquela mãe pelo simples fato de estar ali brincando de castelo com a minha filha.

A qualidade da relação não se faz da quantidade de tempo acumulado, Mas sim da capacidade de estar “presente” naquele momento.

E por alguns minutos eu estava presente na vida do outro. E aquela Mãe, em teoria ausente, poderia estar do outro lado contando as horas para estar com seus filhos.

Foi um belo aprendizado!!

Me senti pequena, mas depois me senti serena por acolher o pouco de bonito que também tenho dentro de mim.

Autoconhecer-se é uma possibilidade para curar-se.

Se perceba hoje, pratique sua autoanálise e se transforme.

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